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domingo, 6 de fevereiro de 2011

DEUS ME CHAMA A SER CATEQUISTA?!
          
  O catequista deve ter uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja.  Devem testemunhar por sua vida, seu compromisso com Cristo, a Igreja e sua comunidade. Deve ser uma pessoa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus.
            Deve ser uma pessoa integrada na sua comunidade.  A catequese, hoje, deve ser comunitária.
            A Catequista precisa de uma consciência crítica diante de fatos e acontecimentos. Deve levar a comunidade à reflexão sobre a sua realidade, à luz da Palavra de Deus. Ter sempre uma atitude de animador.  Saber ouvir e dialogar, caminhando junto com a comunidade.
O catequista deve conhecer a fundo a mensagem que vai transmitir.  Deve conhecer a Bíblia e saber interpretá‐La; deve saber ligar a vida à Palavra de Deus e vice‐versa.
O catequista precisa ter também certas qualidades "humanas":
• ser uma pessoa psicologicamente equilibrada;
• saber trabalhar em equipe, ter uma certa liderança e ser criativo;
• ser  uma  pessoa  responsável  e  perseverante.  Responsabilidade  e
pontualidade são necessárias;
• ter amor aos catequizandos e ter algumas noções de psicologia, didática e
técnica de grupo;
• sentir dentro de si a vocação de catequista.
O catequista deve cuidar constantemente da sua formação. Nunca pode dizer que
está pronto para sua tarefa. Precisamos de uma formação permanente:
• através  de  dias  de  encontro,  reflexão  e  oração  com  os  catequistas  da  sua
comunidade;
• planejando  e  programando  junto  com  os  outros,  ajudando‐se  assim
mutuamente;
• participando de cursos dentro da própria comunidade ou paróquia,ou fora;
• lendo bastante, atualizando‐se sempre, estudando os documentos da Igreja
sobre catequese e outros assuntos atuais;
• formando o grupo dos catequistas.
Ninguém nasce catequista.  Aqueles que são chamados a esse serviço tornam‐se bons catequistas através da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé.  O catequista exerce um verdadeiro ministério, isto é, um SERVIÇO.  O (A) catequista não age sozinho, mas em comunhão com a Igreja, com o grupo de catequistas. O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética. É com o grupo que ele revê suas ações, planeja, aprofunda os conteúdos, reza e reflete. 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ah, Natal...

 

Que saudades do Natal cristão que não vem, que vai desaparecendo,

Ano após ano...

Que saudade de um mundo que acreditava,

Que era capaz de rejubilar-se, esperançoso, otimista, feliz

- mesmo com todos os problemas –

Porque sabia com certeza certa da existência de um Deus de amor e bondade

- Deus santo de Abraão, Isaac e Jacó –

Que na plenitude dos tempos,

De modo admirável, surpreendente, terno, meigo, poético,

De Maria Virgem enviou o seu Filho amado a este mundo ferido e cansado.

Que saudade do presépio, do Menino envolto em faixas,

Do olhar terno da Virgem Mãe,

dos joelhos dobrados do casto e humilde José,

Da admiração dos pastores,

dos anjos envoltos em luz...

Que saudade do boi e do burrico que reconheceram o seu dono,

o seu senhor...

Que saudades de um mundo, de uma sociedade que sonhava e esperava porque acreditava!

Que natal frio, vazio, morto e escuro, esse vivido pela sociedade ocidental.

Natal mentiroso,

Sem Jesus,

Sem Deus,

Sem a ternura do Emanuel!

Natal de nada,

De Papai Noel,

De consumo,

De compras e superficialidades...

Natal de hipocrisia,

De alegria vazia,

Alegria por nada,

Alegria de nada,

Alegria mundana,

Tristeza maquiada, lipoaspirada, fugaz,

Artificial!

Natal pecaminoso,

De negação de Deus,

De esquecimento do Mistério,

De incapacidade de acolher o Senhor

E a ele adorar e a ele obedecer!

Antinatal!

Natal dos anticristos!

Que tristeza, as nossas cidades iluminadas por nada,

Preparando-se para nada,

Esperando uma noite de nada...

Como pôde o nosso Ocidente outrora cristão chegar a este ponto

De vazio,

De leviandade,

De desumanidade?

Senhor Jesus,

Santo Emanuel,

Deus nascido da Virgem,

Vem, por piedade!

Vem mais uma vez encher o coração da humanidade!

Faze que os cristãos se tornem novamente cristãos!

Dá à tua Igreja – que começaste a desposar com a tua Encarnação –

A graça de redescobrir a simples e pura alegria do santo Natal

Na surpresa do Evangelho anunciado,

Na esperança das profecias proclamadas,

No abismo do Mistério explicado pelo Apóstolo,

No cântico dos hinos tão doces, tão ricos, tão ternos, tão suaves...

Dá-nos o Natal da tua Eucaristia – carne tua plasmada de Maria Virgem,

Remédio bendito contra todas as mortes deste mundo!

Olha tua Igreja, olha o teu rebanho,

Que neste mundo asfixiante deve proclamar

Com a boca, com o coração, com a vida, com a celebração,

Com a certeza, com a esperança,

A realidade do teu bendito Natal!

Como outrora tornaste fecundo o seio virginal de Maria,

Torna fecundos a nossa fé e o nosso testemunho;

Como não decepcionaste a esperança de Israel,

Fortalece ainda agora a nossa esperança em ti;

Como foste o consolo e o encanto de José,

Tira-nos das dúvidas e incertezas, do marasmo da existência

E dá-nos a alegria simples de crer e esperar em ti;

Como foste a surpresa dos pastores,

Enche nossa vida com a doce certeza de que vieste como nosso Salvador;

Como apareceste pura luz para os Magos,

Sê a Estrela da manhã que nos conduz!

Senhor Menino, Senhor Messias, Doce e querido Emanuel!

Meu Menino, tesouro do nosso coração, consolo dos meus dias,

Dá a todo aquele que se prepara para celebrar santamente o teu Natal

A graça da tua salvação e a consolação da tua presença bendita!

Vem, querido Jesus!

Bem-vindo, santo Jesus!

Inflama ainda agora o nosso coração

Para que neste 2010 ainda haja nos corações cristãos

verdadeiros natais!

presépio

Blog: Visão Cristã

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Alerta aos navegantes...

Do Cântico Espiritual, de São João da Cruz, (séc. XVI), sacerdote e doutor da Igreja:

Não há obra melhor que o amor.

A propósito, convém notar, que enquanto a alma não chega a este estado de união de amor, convém-lhe exercitar o amor tanto na vida ativa como na contemplativa.

É mais precioso diante dele e da alma um pouquinho de puro amor e aproveita mais à Igreja, embora pareça que não faz nada, que todas essas obras juntas. Porque, enfim, para este fim de amor fomos criados.

Advirtam, pois, aqui os que são muito ativos e que pensam abraçar o mundo com as suas prédicas e obras exteriores, que dariam muito mais a Deus, além do bom exemplo que dariam, se gastassem sequer a metade desse tempo com Deus na oração, mesmo que não tivessem chegado a uma tão alta oração. De outra forma, tudo é martelar e fazer pouco mais q e nada e, às  vezes, nada e até, às vezes, dano.

fonte: blog Visão Cristã (Dom Herique)