quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

GUARDE SEUS ARQUIVOS (MUSICAS,FOTOS,DOCUMENTOS)
NA NUVEM E ACESSE DE ONDE ESTIVER!!!


Ano da Fé


Com a Carta Apostólica PORTA FIDEI – A porta da fé – de 11 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI proclamou o ANO DA FÉ, que se estenderá de 10 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. Ocasião próxima do ANO DA FÉ é a celebração dos 50 anos do início do Concílio Ecumênico do Vaticano II, anunciado e iniciado pelo Papa João XXIII.
O Concílio, intuição de João XXIII, foi muito além daquilo a que inicialmente se propôs: confirmar a fé católica e as verdades professadas na Igreja. Foi muito além porque significou, na verdade, uma profunda renovação da vida da Igreja, um novo Pentecostes: de uma Igreja piramidal, hierárquica, passou-se a uma Igreja comunhão; de um catolicismo vivenciado em muitas devoções, anunciou-se uma vida cristã fundamentada na Palavra de Deus e na Liturgia; de uma Igreja fechada em si mesma e em seus problemas, assumiu-se a Igreja como Povo de Deus, voltada para si e inserida na vida do mundo: tudo o que alegra e faz sofrer o mundo, alegra e faz sofrer a Igreja.
Evidente que tão grande transformação pastoral encontrou dificuldades na realidade concreta da vida eclesial. Uns queriam avançar para além do Concílio, outros queriam retroceder para O antes. Foi o Papa Paulo VI o timoneiro firme e sofrido que conduziu o Concílio a partir de sua segunda sessão e sua aplicação concreta.
As crises foram inevitáveis numa tão gigantesca transição, e parecia, para muitos, que tudo era relativo. Nesse contexto, o mesmo Paulo VI anunciou um ANO DA FÉ encerrado em 29 de junho de 1968 com a Profissão de Fé que recebeu o nome de Credo de Paulo VI mas que, na realidade, é o Credo do Povo de Deus.
No transcorrer do Jubileu áureo do início do Vaticano II, o ANO DA FÉ quer ser para os cristãos uma ocasião para meditarem a aprofundarem o conteúdo da Fé cristã e católica e, ao mesmo tempo, possibilitar uma leitura aprofundada das Constituições, Decretos e Declarações promulgados por Paulo VI e os Padres conciliares.
É nesse contexto que o blog ANO DA FÉ oferece a seus leitores a reflexão clara e acessível dos documentos conciliares, fruto generoso dos professores e teólogos ligados ao Instituto Teológico de Santa Catarina-ITESC, de Florianópolis.
Uma porta aberta para a imensa e ainda muito inexplorada riqueza oferecida pelo Episcopado católico participante do Concílio.
Para facilitar o acesso aos textos e artigos, o blog foi assim construído:

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A água que sacia a sede humana


                  “ Se alguém tem sede, venha a Mim e beba! Conforme diz a Escritura: Do Seu seio jorrarão rios de água viva” (Jo 7,37s).Ainda hoje, em pleno início de terceiro milênio, era da globalização comercial, tecnológica e comunicativa, ainda quando tantos gritam a autossuficiência de uma razão presumidamente autônoma, emancipada de Deus, a humanidade encontra-se sedenta, tão carente e solitária, como sempre foi.
            Talvez hoje esteja menos disposta a reconhecer isso, com menos coragem e maturidade para enfrentar sua verdadeira sede, sua fundamental carência. E, no entanto, eis a multidão humana, seja de Nova Iorque, Los Angeles, Paris, Londres ou São Paulo, sedenta de um sentido, sedenta do Sentido, que somente Deus pode dar.
                   É visível que hoje, mais até que nos anos sessenta e setenta do século passado, há uma renovada sede de espiritualidade e transcendência. Muitos exultam por isso. Mas, é necessário precaução, porque a consciência dessa sede não é madura, não é correta nem bem orientada. Fala-se abundantemente em espiritualidade, dando-se a essa palavra o sentido de uma busca qualquer e de qualquer modo de uma experiência religiosa que alivie, console e dê uma sensação de segurança e bem-estar.
                  É a reação à sociedade ocidental racionalista e presa ao materialismo. No entanto, essa busca de espiritualidade perceptível em nossos dias tende a ser interesseira, individualista e relativista. Uma experiência religiosa assim não tem nada a ver com a experiência cristã, que é abertura para o Deus que se revelou em Jesus Cristo, cheio de amor, ternura e exigência.
           Para o cristianismo, a espiritualidade é o caminho pelo qual alguém sai do seu fechamento, do seu isolamento egoístico e abre-se para Jesus, que nos interpela, converte, liberta e transfigura, dando-nos seus sentimentos e atitudes de total abertura ao Pai e aos irmãos. E isto tudo na comunidade de fé e seguimento chamada Igreja, querida, fundada e sustentada por ele, sempre presente. A espiritualidade genuinamente cristã liberta-se de nós e de nossa solidão, abrindo-nos em Cristo para Deus e para os outros.
Ainda que com suas ambiguidades, a sede de transcendência e o retorno à moda da palavra espiritualidade são, em si, positivas. Pode ser o pressuposto, o ponto de partida de um diálogo, pode ser a manifestação da espera de um encontro, de um anúncio de Jesus Cristo, de Quem brota uma fonte de água viva que jorra para a vida eterna.
            Estarão os cristãos à altura dessa missão de re-anunciar Jesus ao Ocidente pós-cristão e neopagão? Estará a vida religiosa atual capacitada a testemunhar a novidade nunca superada, que é Jesus? A resposta será positiva somente com uma condição: que se anuncie e proponha Jesus Cristo integralmente, na amplitude do Seu Mistério de verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Salvador único e universal. É necessária a coragem de anunciar sem receios nem compromissos relativistas que Nele, e só Nele, encontram-se a Vida e a Ressurreição, somente Nele, a esperança de Libertação e Plenitude para a humanidade e o mundo.
                  Alguém argumentará: o mundo pós-moderno é o espaço da coexistência, do diálogo, da tolerância, do respeito pelo diferente. Anunciar um Jesus assim, não seria ir contra a corrente? Não!
                    Anunciar Jesus assim é acreditar Naquele que dizemos crer. O grande pecado dos cristãos atuais é o medo de dizer claramente no que acreditamos, é o falso respeito humano, que nos impede de ser e viver e falar como quem tem somente em Cristo a vida e a esperança. O grande pecado de muitos cristãos doutos do nosso tempo é querer um cristianismo politicamente correto, que esconde a verdade sobre Cristo e a Igreja, que tem medo de proclamar que somente em Cristo há salvação e que a Igreja de Cristo é a Igreja católica, nossa Mãe!
                O verdadeiro diálogo e o respeito fecundo pelos outros não se manifestam na covardia de proclamar com clareza, mas sim no amor com que se proclama.
Amor – eis o nome cristão do diálogo e da tolerância! Como João Paulo II, como Madre Teresa de Calcutá, como Bento XVI, queremos proclamar o mistério de Cristo integralmente, como a Igreja sempre o creu, celebrou e anunciou.
                  A novidade para hoje é que tal proclamação deve ser paciente, respeitosa de quem não pensa como nós e não deseja tornar-se um de nós. “Não crês no Cristo em Quem creio? Não amas Aquele a Quem tanto amo? Não aceitas a Mãe Igreja? Que pena! Mas, te respeito de todo coração! Continuas meu amigo, continuas digno do meu afeto e meu amor! Respeitemo-nos, juntos busquemos o bem, ainda que por caminhos tão diversos!”
            Amor, testemunho, coerência de vida, respeito pelos outros, mas sem arredar um passo daquilo que é a Verdade de Cristo, Verdade da Vida. Atrairemos muitos ou poucos? Não importa. Importa que quem nos encontre, encontre verdadeiramente Aquele que sacia verdade a sede do coração humano.

 


Fonte: Blog de Dom Henrique Soares

Idas e Vindas - Estamos de Volta!!!!

Depois de um longo período em que estivemos ausentes, Nós vos anunciamos uma grande alegria, ESTAMOS DE VOLTA, com a Graça de Deus !!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OS PRINCIPAIS ERROS PASTORAIS DA CATEQUESE QUE PRECISAM SER CORRIGIDOS

08/12/2010 01h29

  A relação Pastoral do Batismo e a Catequese

Em várias paróquias encontramos a dita “pastoral do batismo” que, apesar de ser uma preparação catequética, atua independente dessa. Faz mister recordar que o batismo faz parte dos Sacramentos da Iniciação. Portanto, as pessoas que atuam na preparação dos pais e padrinhos são catequistas e como tais, precisam participar dos encontros de formação com os demais catequistas. Evitando trabalhar isoladamente e sem uma digna preparação que os qualifiquem para a grande responsabilidade catequética, porta de entrada para os demais sacramentos.  Esta catequese seria idealmente ministrada por casais catequistas.
Apesar de compreendemos a dificuldade de tempos para tantos pais e padrinhos, que trabalham para o bem da próprias famílias, a catequese para o batismo não seja realizada velozmente, sem um seguro e preparado encontro. Evitem limitar essa preparação a somente um encontro e os casais catequistas, levando em consideração os pontos acima propostos, busquem pensam em dias e horários de encontros que venham a beneficiar os destinatários. 
Ø  A relação curso de noivos e a catequese
O curso ou preparação para o matrimônio em nossa Arquidiocese são da responsabilidade dos casais, membros dos diversos movimentos que têm como carisma o zelo pela família, como célula da sociedade. De fato, eles fazem um belo trabalho em meio as famílias, sobretudo as que estão em situações delicadas, causadas por crises existenciais e por falta de experiências cristã profundas. Por isso mesmo, é importante que casais responsáveis por essa preparação tenham consciência que também eles são catequistas e, independentes dos carismas particulares dos respectivos movimentos, precisam se preparar para aprofundar o Sacramento do Matrimônio, bem como sua relação com os demais sacramentos e o importante inserção na comunidade paroquial.
Sem deixar de lado os seus movimentos, espera-se deles a consciência da responsabilidade catequética e um maior empenho na preparação para os sacramentos do matrimônio e batismo, por ser eles os catequistas ideais.
Ø  O catequista com disponibilidade e espírito de equipe
Insistem em algumas paróquias catequistas que trabalham isoladamente e que não têm tempo para a formação permanente. Aqui é necessário que cada catequista faça um discernimento se têm condições de assumir o ministério da catequese, de modo maduro e responsável. Para ser catequista no mínimo saiba a pessoa viver em equipe e ter disponibilidade exclusiva à catequese, evitando atropelamentos com outros grupos ou movimentos que participam. Não basta a boa vontade de ser catequista, é necessário ter vocação catequética.
Ø  O catequista e o assistente de catequese
A presença de um grande número de jovens na catequese é uma das características de nossa Arquidiocese. Eles são sinais de esperança e de um renovador ardor na catequese. No  entanto, em alguns paróquias mal um jovem é crismado, de imediato, já inicia como catequista da comunidade sem a devida preparação para tal ministério.
Aqui as orientações pastorais: os jovens podem ser assistentes de catequese, mas não catequistas em senso pleno. Justamente porque eles precisam ter aquela formação de base para exercitar com maior qualidade e capacidade, uma vez que a catequese é um dois ministérios mais importante para a Igreja.
Ø  Liturgia e catequese
A Igreja Católica é geralmente caracterizada pelas celebrações litúrgicas, vistas muitas vezes de modo rígido e sem vida, por algumas pessoas. Sendo a celebração litúrgica,  lugar e momento privilegiados de fazer uma catequeses simples, é justamente aqui que vemos algumas lacunas.  È urgente a presença de catequistas na equipe de liturgia para ajudar as pessoas a compreender profundamente toda a dinâmica das celebrações, sobretudo das celebrações dos sacramentos. 
Ø  Para coordenadores de paróquias, setores ou áreas
Aos que foram eleitos coordenadores de paróquias, setores ou áreas, apesar de terem um suplentes, evitem faltar a reuniões marcadas pela Coordenação Arquidiocesana e , na impossibilidade de participação mandar pelos representantes uma carta escrita a mãos justificando a ausência. A falta constante[1] do(a) coordenador(a), sem um justa razão, nos encontros Arquidiocesanos, dar a entender que o mesmo não está assumindo a responsabilidade aceita livremente no dia da sua eleição. Neste caso, seja realizado uma nova eleição em caráter extraordinário. 


[1] Entende-se por falta constante, três faltas , sem  uma verdadeira justificativa.
Fonte: Blog do Pe. Marcio.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vigia à espera de Cristo quem rejeita as obras das trevas!


          Num mundo que dorme, bêbado de tantas facilidades, o nosso Salvador nos diz: “Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento!”
          Numa humanidade que se pensa dona de si mesma, senhora do mundo e de sua própria história, o Senhor nosso, Aquele a quem amamos e sabemos ser nossa vida, nos recorda: “É como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa. E mandou o porteiro ficar vigiando”. Sim, o mundo não é nosso, a vida não é nossa propriedade absoluta... Somos inquilinos, somos mordomos, do mundo e da vida! Um dia nosso Senhor virá, um dia ele nos pedirá contas, um dia sua santa e misericordiosa justiça será manifestada!
          O Senhor nos adverte, o Senhor nos previne: a história caminha para ele, nossa vida caminha para ele, a criação caminha para ele: “Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer. Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo”.
        Eis a tremenda e amorosa exortação do nosso Mestre, que não engana nunca, que não nos ilude jamais: “O que vos digo, digo a todos: Vigiai!”